15 de jul de 2010

O inesperado (parte I)

Inesperado

Ela, Vitória, tinha 15 anos, dona de uma beleza caribenha, desprovida de tantos cuidados. Sempre foi uma boa aluna, e seu maior sonho: Cursar medicina! Ela sabia que não seria fácil, e por isso, mesmo estando ainda no segundo ano do ensino médio, ela optou por duplicar sua jornada de estudos, sendo assim, matriculou-se em um pré-vestibular.

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No Primeiro dia de aula lá estava ela, radiante, cabelos molhados e soltos, algumas mechas cacheadas caindo sobre seu rosto, uma saia jeans com umas flores aplicadas em sua barra e uma camiseta branca, em seus pés uma sandália rasteirinha, deixando a mostra seus pés pequeninos, e esbanjava sorrisos, mesmo tendo acordado cedo, o que na verdade não lhe agradara muito, mas como ela estudava a tarde ou fazia o curso pela manhã ou não faria em horário algum.

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Ao adentrar na sala de aula percebeu que a sua turma não era nem um pouco parecida com a do colégio, a começar pela diferença de idade que havia entre as pessoas ali, tinha um senhor que poderia ser seu avô sentado naquela sala. Ela sorriu para turma e proferiu um sonoro: Bom Dia pessoal!

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Tirou seu caderno da bolsa e seu estojo com suas canetas e pôs em cima da banca. Como sempre gostou muito de escrever tratou de ir colocando seu nome e outras informações no caderno. A cada instante que a porta abria-se ela olhava anciosa, e pensava: “Será que é este o professor?”, Mas quando via, era so mais um aluno carregando seus cadernos e indo sentar-se no fundão da sala.

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Aquele professor ou professora ja estava atrasado, “Que irresponsável, eu me acordo cedo e essa professora ou professor me faz ficar esperando.”, nesse momento a porta da sala se abria, ela continuava a escrever em seu caderno, percebeu que alguém estava parado em sua frente, ela levantou a cabeça e deu de cara com um rapaz muito bonito. Sua pele era clara, os cabelos castanho escuros e lisos, uma pele lisinha, com seus 1,75 mais ou menos, olhos claros e aquele sorriso que a estremeceu por dentro.

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Ela mantendo a calma disse-lhe:

- “Bom dia, o professor ou professora está atrasado.”- e olhando pra trás percebeu que não havia mais banca disponível na sala e continuou falando:

- “Peça ao zelador que está ai fora que pegue uma banca pra você, se quiser pode coloca-la aqui.”

Ele sorriu e olhando pra ela disse com uma voz doce e suave:

-“Me desculpa?”

Ela sem entender perguntou o por que e ele lhe disse:

-“Por ter feito você esperar.”

Ela não acreditou no que acabára de ouvir. Ele dirigiu-se ao quadro e olhando pra turma disse:

-“Bom dia pessoal, meu nome é Leonardo, apesar da demora cheguei, sou o professor de Biologia de vocês”

Olhou pra ela e riu, ela por sua vez retribuiu.

(continua…)

3 comentários:

  1. Puxa... antes de ler você, eu estava pensando ali em como sinto saudades das aulas de Biologia... tanto do ensino médio, quanto da faculdade (Genética)...
    Pena que não tive a sorte de ter um professor gato e gentil assim. rs
    Curiosa pros próximos capítulos, muitoo curiosa e tramando destinos pra esses dois.

    Beijocas!

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  2. Bons tempos de colégio...
    Adorei!
    BEijo!

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  3. Muito curiosa pelos próximos capítulos.
    Um bom texto é aquele que nos faz viajar pra dentro da história...me senti sentada do teu lado vendo esse professor gato.
    Amei preta!

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